Pra comer, beber e conversar

Arquivo para janeiro, 2012

Nem sempre dá certo

Dezembro (passado), aniversário de namoro, segunda-feira! Desistimos de sair, pois o dia seguinte seria de trabalho, como todos os outros. Ficar em casa? Sim. Beber alguma coisa? Sim. Cozinhar? Então… segunda-feira é bem o dia que nossa faxineira vem, deixa tudo limpinho, cheirosinho… Não. Definitivamente cozinhar não era uma opção.

Coloquei a cabeça para funcionar, tentando encontrar alguma coisa gostosa, fácil, rápida e sem fogo. Pensei em uma salada Caprese, igual a que comemos no Térèze, Rio de Janeiro. Bacana para a entrada. Faltava o “prato principal”.

No mesmo dia, almocei no Rascal e comi um peixe muito gostoso. Um ceviche diferentão. Pronto, era isso que eu faria. Peixinho cru, molho com bastante limão para cozinhá-lo, maionese (light) pra dar um gostinho, cebolinha… Delícia.

Compras feitas, cheguei em casa e, depois das atividades diárias relacionadas à gata, já fui para a cozinha. E como cozinhar sem bebericar algo não tem graça, surge Ele com um vinho rosè, só pra começar os trabalhos. Serviu como nos verões da Europa (as revistas nos informam bastante!), com pedras de gelo no copo.

Rosé pra começar

A salada Caprese é muito fácil: tomates maduros, mussarela de búfala, pesto de azeitonas pretas e manjericão. Azeite, sal e está pronto. Arrumei bonitinho em um prato e ficou uma linda apresentação. Às vezes até parece que levo jeito pra coisa!

Minha salada Caprese
Arrumação na mesa de centro

Depois de terminarmos a salada, fomos fazer o peixe. Cortamos como se fosse sashimi, preparei um molho com limão, maionese e temperos. Juntei o molho ao peixe e dispus em taças de martini, como vimos no Spot.

Meu “ceviche”

A apresentação ficou muito bonita, mas o sabor, horroroso. Deus do céu! Quando colocávamos um pedaço na boca, parecia que o peixe ia crescendo, crescendo, crescendo… e não queria ir embora nunca! Não sabemos se estava cortado grosso demais, se havia algum segredinho no molho que eu deveria ter colocado e não coloquei, ou se o peixe estava ruim mesmo. O fato é que não conseguimos comer o peixe. E eu acho que, infelizmente, nunca descobrirei o que houve de errado. Pois quando tento uma coisa e ela não dá certo, traumatizo e não tento nunca mais. Se eu quiser comer o peixe novamente, vou ao Rascal que é certeza de sucesso.

Agora, a bebida. Que, claro, precisaria ser muito especial. Um ano antes, ganhei um champagne de um fornecedor. Rótulo bonito, todo diferente, merecia ser tomado em uma super comemoração. Decidi que nosso aniversário seria essa comemoração. Veja que garrafa linda.

Champanhe que esperou bastante

Quando experimentamos, hummm. Diferentinho, né? Decepcionou. Nunca tínhamos tomado Perrier-Jouet e descobrimos que ele é extremamente diferente de todos os outros champagnes que provamos. Ele é menos cítrico, menos ácido e mais “fechado” do que os outros. Claro que não tenho ideia de como explicar a sensação tecnicamente, afinal sou leiga no assunto. Mas a palavra “fechado” traduz minha sensação. Ouso até dizer que tinha notas de cogumelo (?????). Deixa algum sommelier ler essas barbaridades!

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Outra véspera de feriado

Terça-feira à noite, véspera de feriado (do ano passado) e resolvemos ir em um lugar bacana tomar vinho e bater um papo. Fomos ao Vino! no Itaim. Uma mistura de wine bar, restaurante e loja, tem um clima bem despojado e aconchegante ao mesmo tempo.

Quando chegamos, estava vazio e resolvemos entrar no clima de balcão. O salão inferior tem um balcão em formato de “U” muito interessante, que te coloca bem em frente ao garçom e facilita a pedida. Para incentivar a degustação de vinhos variados, o jogo americano de papel possui lugares demarcados com números para que o apreciador possa colocar as diferentes taças que degustou.

Balcão Vino!

Como sempre, ou quase, iniciamos a noite com um espumante. Escolhemos um prosecco, mas infelizmente não me lembro o nome agora. De qualquer forma, ele não era dos melhores, então não seria uma sugestão.

Prosecco não aconselhado para iniciar a noite

Quem é atendido no balcão já chega recebendo uns petisquinhos. Amendoim, amêndoas, castanhas de cajú e outros salgadinhos. Mas, como isso não é suficiente, o Vino! possui uma farta mesa de queijos e embutidos, que são cobrados por quilo. De volta à mesa, uma cesta de pães variados e quentinhos, surge bem perfumada. (Detalhe do salame super picante, que teve suas pimentas colocadas bem no cantinho)

Queijos e embutidos

Os vinhos da noite foram escolhidos despretensiosamente e, como não fizemos uma refeição com pratos principais, acabamos não nos preocupando com as “corretas” harmonizações. O objetivo era mesmo saborear bons vinhos, beliscar qualquer coisa e bater um papo entre amigos.

Vinho 1, mais levinho

Vinho 2, um pouco mais de corpo

Posso ter me enganado com a ordem dos vinhos, já faz um tempinho… Mas o importante é que bebemos os dois. A garrafa do “C’est la Vie”, claro, foi parar em nossa casa. Ela passou um tempo com a gente, mas na última limpeza que fizemos (eram muitas!), ela foi embora. Só ficaram as mais especiais. Mesmo.

Pra não dizer que não pedimos nada da cozinha, experimentamos uma deliciosa polenta de colher com ragú de calabresa. Vale muito a pena. Mais uma vez, esqueci de tirar foto do prato principal da noite, mas um dia eu tomo jeito. Quem sabe não seja ótima desculpa para voltarmos, em breve, ao Vino!?

Até a próxima.


Começar de novo

Pronto, já estamos em 2012!

O Natal já foi e a noite de Ano Novo também. Alguns pularam ondinhas, outros comeram lentilhas num pé só, uvas, romãs e tudo mais, para seguir as tão conhecidas simpatias de final de ano. A única unanimidade em questão são as “promessas de final de ano” afinal, ainda bem que temos essa chance de zerar, deixar o que passou para trás e começar tudo de novo.

Por isso, decidi que esse primeiro post deveria ser inspirador. Nem só de massas, carnes suculentas e vinho vive esse blog. Ele é feito por pessoas comuns, com um dia-a-dia comum e que, principalmente, tem uma alimentação comum na maioria das vezes. Não dá pra ter glamour cem por cento do tempo!

Fizemos esse jantar há alguns dias, durante a semana. Confesso que seria meio depressivo, para nós dois, um jantarzinho desse no final de semana.

Para começar, uma saladinha. Não tinha tomate em casa, por isso a salada ficou até um pouco sem graça, apenas verde. Demos uma melhorada com queijo branco e cebolinhas em conserva. Acompanhando a salada, hamburguer de maminha. Foi comprado pronto no supermercado. Na frigideira, apenas um fio de azeite, sal grosso, pimenta ralada na hora e um toque de alecrim. Selamos rapidamente dos dois lados, deixando o meio rosado.

Saladinha com hamburguer de maminha

Demos uma deliciosa “pisada na bola” com o pão. Pegamos duas fatias do famoso pão de semolina do Frango Assado que estavam em nosso freezer, adicionamos azeite, sal grosso, alecrim e colocamos no forninho elétrico. Deus do céu, fresquinho, parece ter sido assado na hora. E o sabor é praticamente idêntico ao da focaccia italiana. Espetáculo! Mas pra ter um pouco mais de disciplina (pelo menos durante a semana), a sugestão é fazer com pão integral. Não tem o mesmo sabor, mas não dá pra querer tudo nessa vida!

"Focaccia" do Rue de La Vache

Para beber, suco natural de frutas. Fazemos todas as noites e é ótimo, porque dificilmente comeríamos essa variedade de frutas durante o dia. Costumamos colocar abacaxi, uva, maracujá, morango e outras frutas vermelhas que compramos congeladas. Quando temos todas, colocamos todas. Senão, batemos as que tem e está ótimo.

Suco natural de frutas variadas

Quem disse que um jantarzinho rápido e light não pode ser gostoso? É claro que gostaríamos de comer massa, tomar vinho e comer sobremesas elaboradas todas as noites, mas sabemos que não há corpinho (e talvez fígado) que aguente. Precisamos ter disciplina para balancear as coisas. Dessa forma, teremos bastante saúde e tempo para experimentar muita coisa boa em casa ou em qualquer outro lugar.

Jantar completo

 

Um feliz e saboroso 2012 a todos!