Pra comer, beber e conversar

A casa é nossa

O sonho da casa própria

Resolvi fazer um post para comemorar 1 ano da mudança para o nosso apartamento. Data que significou muito para nós.

Esse jantar, fizemos assim que nos mudamos. Queríamos comer um monte de coisa gostosa e fizemos algo ao estilo do que os italianos chamam de cena al sacco. Que é um jantar meio piquenique, quando eles colocam pães, salames, salsichas e, claro, vinho dentro de sacolas ou mochilas e se encontram pra comer em qualquer lugar ao ar livre. Esse costume é mais praticado no verão ou primavera, pois o clima do outono ou inverno não permitiria essa diversão fora das casas com calefação.

Não existe um “cozinhar”. É petiscar a noite toda, tomando um bom vinho e batendo papo.

No nosso caso, como tratava-se da comemoração de uma super conquista, tomamos um champagne que estava guardado há tempos, exatamente para uma data tão especial quanto esta.

Para comer, tivemos pão italiano, pesto de azeitonas pretas, caponata de berinjela e queijo grana padano. Estava tudo muito bom, com gostinho de saudade da Itália.

Acho que essa é uma ótima dica para quem quer receber os amigos em casa, mas talvez não queira ter tanto trabalho ou não quer ficar cozinhando enquanto a galera bate papo na sala.

Nesse caso, com convidados, acredito que deva-se aumentar a variedade dos itens. Além do pão italiano, caponata, pesto e o queijo grana padano, pode-se incluir um tipo de salame e presunto parma. Uma pastinha de gorgonzola cai muito bem também. Para dar a opção de um pão mais fininho e leve, sugiro  o sueco ou sírio torrado. Para completar, tomates picados e temperados podem render deliciosas bruschettas montadas na hora.

Tudo isso + vinho + amigos, a noite está ganha!


Deu sopa

Já estamos no inverno e o friozinho inspira uma sopa. Mas não poderia ser uma “simplezinha”, mas uma sopa de capelletti bem caprichada!

A Cappelletti in Brodo “original” é praticamente uma água suja com o cappelletti. Já a receita de sopa de cappelletti da minha mãe, copiada por mim, leva frango desfiado, batatinha, cenoura e bastante cheiro verde. O resultado é lindo e delicioso.

Convidamos um amigo, que queria algumas revistas de decoração emprestadas e aproveitamos para beliscar um queijinho com vinho.

Já estava ótimo, mas era a noite da sopa. Modéstia a parte, ficou muito boa!

Super inspiração para os próximos dias que, espero, sejam bem frios!


Dia dos Namorados

Post super atual, do nosso jantarzinho do Dia dos Namorados.

Realmente não estávamos afim de enfrentar trânsito e restaurantes lotados (e talvez até arrastões) para comemorar esta noite. Então, ficamos no melhor lugar do mundo, nossa casa. E o jantar estava bem bacana, inclusive porque aproveitei várias coisas que já estavam prontas na geladeira. Com um toque a mais, tudo parece novidade!

Noite especial merece bebida especial. Bebemos um champagne que estava na adega há algum tempo (acervo pessoal).

O champagne dos namorados

Para ir dando uma tapeada na fome, fiz um pratinho com grana padano e presunto cru, que foram comprados para a salada. Tão bom que eu passaria a noite inteira comendo só isso, acompanhado de um pãozinho francês.

Belisquinho de grana padano e presunto cru

Nossa salada foi de rúcula baby, que já estava na geladeira, com grana padano, presunto cru e figos grelhadinhos. Depois de arrumar os figos sobre a salada, coloquei uma colher de mel.

Além disso, como tinha arroz integral pronto na geladeira, resolvi fazer um bolinho de arroz diferente. Inspiração do Ritz, mas sem fritura! Apenas untei uma frigideira anti aderente com um fio de azeite e “chapeei” os bolinhos. Eles ficaram prontos antes do jantar, então, na hora de servir, coloquei alguns minutos no forninho elétrico e ficaram ótimos!

O molho da salada foi feito bem rapidinho na hora, mas sua base era limão siciliano, o que deu um toque todo especial.

A salada ficou ótima

Achei a salada tão bonita, que merece duas fotos!

Como prato principal a pedida mais certeira é massa, claro. O molho vermelho foi feito com frango dessa vez. Também tinha um refogado de frango desfiado já pronto na geladeira. Virou um ótimo molho para o penne integral. Para companhar bebemos um Malbec que também já estava aberto (porém, bem conservado) na geladeira. Uma tacinha pra cada um, só para acompanhar a massa mesmo.

Massa simples e muito gostosa

A sobremesa foi um caso a parte! Meio invenção minha, com inspiração no sagu do Coffe Lab, fiz uma taça de morango. Uma fatia bem fininha de bolo de chocolate comprado (desses de café da manhã), coberto com morangos cortados em cubos. O morango solta seu próprio liquidozinho, então nem umidifiquei o bolo. Sobre os morangos, coloquei um creme de baunilha que inventei na hora e confesso que não achei bom. Não ficou com a textura que eu esperava (mas acho que sei onde errei e volto para contar quando fizer de novo e certo). Fechando tudo isso, cobri com Nutella. Sim, Nutella! É sucesso na certa. O único toque pessoal na Nutella foi misturá-la com um pouco de creme de leite, pois suaviza o sabor e dá uma textura melhor para ser trabalhada.

Minha doce criação

Detalhe para a tão amada nutella

 

Acho que não é sempre necessário ter ingredientes super diferenciados em casa para fazermos algo gostoso. Sempre dá para aproveitarmos alguma coisa, dando apenas um toque especial. Não precisamos de ingredientes especiais, precisamos de boas ideias. Deus me ilumine sempre com elas!

Feliz Dia dos Namorados.

 


Nem sempre dá certo

Dezembro (passado), aniversário de namoro, segunda-feira! Desistimos de sair, pois o dia seguinte seria de trabalho, como todos os outros. Ficar em casa? Sim. Beber alguma coisa? Sim. Cozinhar? Então… segunda-feira é bem o dia que nossa faxineira vem, deixa tudo limpinho, cheirosinho… Não. Definitivamente cozinhar não era uma opção.

Coloquei a cabeça para funcionar, tentando encontrar alguma coisa gostosa, fácil, rápida e sem fogo. Pensei em uma salada Caprese, igual a que comemos no Térèze, Rio de Janeiro. Bacana para a entrada. Faltava o “prato principal”.

No mesmo dia, almocei no Rascal e comi um peixe muito gostoso. Um ceviche diferentão. Pronto, era isso que eu faria. Peixinho cru, molho com bastante limão para cozinhá-lo, maionese (light) pra dar um gostinho, cebolinha… Delícia.

Compras feitas, cheguei em casa e, depois das atividades diárias relacionadas à gata, já fui para a cozinha. E como cozinhar sem bebericar algo não tem graça, surge Ele com um vinho rosè, só pra começar os trabalhos. Serviu como nos verões da Europa (as revistas nos informam bastante!), com pedras de gelo no copo.

Rosé pra começar

A salada Caprese é muito fácil: tomates maduros, mussarela de búfala, pesto de azeitonas pretas e manjericão. Azeite, sal e está pronto. Arrumei bonitinho em um prato e ficou uma linda apresentação. Às vezes até parece que levo jeito pra coisa!

Minha salada Caprese
Arrumação na mesa de centro

Depois de terminarmos a salada, fomos fazer o peixe. Cortamos como se fosse sashimi, preparei um molho com limão, maionese e temperos. Juntei o molho ao peixe e dispus em taças de martini, como vimos no Spot.

Meu “ceviche”

A apresentação ficou muito bonita, mas o sabor, horroroso. Deus do céu! Quando colocávamos um pedaço na boca, parecia que o peixe ia crescendo, crescendo, crescendo… e não queria ir embora nunca! Não sabemos se estava cortado grosso demais, se havia algum segredinho no molho que eu deveria ter colocado e não coloquei, ou se o peixe estava ruim mesmo. O fato é que não conseguimos comer o peixe. E eu acho que, infelizmente, nunca descobrirei o que houve de errado. Pois quando tento uma coisa e ela não dá certo, traumatizo e não tento nunca mais. Se eu quiser comer o peixe novamente, vou ao Rascal que é certeza de sucesso.

Agora, a bebida. Que, claro, precisaria ser muito especial. Um ano antes, ganhei um champagne de um fornecedor. Rótulo bonito, todo diferente, merecia ser tomado em uma super comemoração. Decidi que nosso aniversário seria essa comemoração. Veja que garrafa linda.

Champanhe que esperou bastante

Quando experimentamos, hummm. Diferentinho, né? Decepcionou. Nunca tínhamos tomado Perrier-Jouet e descobrimos que ele é extremamente diferente de todos os outros champagnes que provamos. Ele é menos cítrico, menos ácido e mais “fechado” do que os outros. Claro que não tenho ideia de como explicar a sensação tecnicamente, afinal sou leiga no assunto. Mas a palavra “fechado” traduz minha sensação. Ouso até dizer que tinha notas de cogumelo (?????). Deixa algum sommelier ler essas barbaridades!


Começar de novo

Pronto, já estamos em 2012!

O Natal já foi e a noite de Ano Novo também. Alguns pularam ondinhas, outros comeram lentilhas num pé só, uvas, romãs e tudo mais, para seguir as tão conhecidas simpatias de final de ano. A única unanimidade em questão são as “promessas de final de ano” afinal, ainda bem que temos essa chance de zerar, deixar o que passou para trás e começar tudo de novo.

Por isso, decidi que esse primeiro post deveria ser inspirador. Nem só de massas, carnes suculentas e vinho vive esse blog. Ele é feito por pessoas comuns, com um dia-a-dia comum e que, principalmente, tem uma alimentação comum na maioria das vezes. Não dá pra ter glamour cem por cento do tempo!

Fizemos esse jantar há alguns dias, durante a semana. Confesso que seria meio depressivo, para nós dois, um jantarzinho desse no final de semana.

Para começar, uma saladinha. Não tinha tomate em casa, por isso a salada ficou até um pouco sem graça, apenas verde. Demos uma melhorada com queijo branco e cebolinhas em conserva. Acompanhando a salada, hamburguer de maminha. Foi comprado pronto no supermercado. Na frigideira, apenas um fio de azeite, sal grosso, pimenta ralada na hora e um toque de alecrim. Selamos rapidamente dos dois lados, deixando o meio rosado.

Saladinha com hamburguer de maminha

Demos uma deliciosa “pisada na bola” com o pão. Pegamos duas fatias do famoso pão de semolina do Frango Assado que estavam em nosso freezer, adicionamos azeite, sal grosso, alecrim e colocamos no forninho elétrico. Deus do céu, fresquinho, parece ter sido assado na hora. E o sabor é praticamente idêntico ao da focaccia italiana. Espetáculo! Mas pra ter um pouco mais de disciplina (pelo menos durante a semana), a sugestão é fazer com pão integral. Não tem o mesmo sabor, mas não dá pra querer tudo nessa vida!

"Focaccia" do Rue de La Vache

Para beber, suco natural de frutas. Fazemos todas as noites e é ótimo, porque dificilmente comeríamos essa variedade de frutas durante o dia. Costumamos colocar abacaxi, uva, maracujá, morango e outras frutas vermelhas que compramos congeladas. Quando temos todas, colocamos todas. Senão, batemos as que tem e está ótimo.

Suco natural de frutas variadas

Quem disse que um jantarzinho rápido e light não pode ser gostoso? É claro que gostaríamos de comer massa, tomar vinho e comer sobremesas elaboradas todas as noites, mas sabemos que não há corpinho (e talvez fígado) que aguente. Precisamos ter disciplina para balancear as coisas. Dessa forma, teremos bastante saúde e tempo para experimentar muita coisa boa em casa ou em qualquer outro lugar.

Jantar completo

 

Um feliz e saboroso 2012 a todos!


Comida de boteco – Primeira aventura

O final do ano se aproxima e, quem trabalha em marketing sabe como é: uma correria louca para fechar briefs para o próximo ano, correr com estratégias e, muito importante, gastar a verba que ainda não foi gasta! Por esse motivo andei tão sumida nas últimas semanas. Bastante trabalho e canseira. Quando chega o final de semana, cadê força e inspiração?

Mas, vamos lá, estou dando uma fugidinha no meio do dia mesmo, para espairecer um pouco. Ninguém é de ferro.

A gostosura deste post foi meio inventada, meio copiada. Em nossa primeira viagem ao Rio, comemos no Bar do Mineiro um petisco bem gostoso e simples, feito com massa de pastel. Desde então, estava com bastante vontade de me aventurar a fazê-la, mas com algumas alterações, claro.

O petisco original do Bar do Mineiro é uma “trouxinha” feita de massa de pastel, frita, com recheio de creme de abóbora com carne seca, acompanhada com um molhinho de laranja picante. A minha, com a mesma massa de pastel, foi assada e levou recheio parecido com o de esfiha: carne moída, tomate picado bem pequeno e bastante limão. A carne descansa por um tempo no limão e isso faz com que ela dê uma cozinhada. O azedinho do limão na carne fica uma delícia.

O petisco do Bar do Mineiro (esquerda) e o meu

Ficaram tão deliciosos quanto, porém um pouquinho mais saudável por não ser frito. Também servi um molhinho de laranja apimentado. Muito simples: ferve-se bastante o suco de laranja com um pouco de açúcar, para apurar, e coloca-se depois a pimenta a gosto. Tive a ajuda de uma super amiga para montar as trouxinhas, pois é algo meio demoradinho.

Servi o petisco durante um happy hour em casa, em uma sexta-feira muito quente. Por isso, a bebida escolhida foi a cerveja. Vários tipos dela, afinal o pessoal lá é muitíssimo entendido no assunto.

Muito bom. Brevemente trarei de novo mais aventuras de boteco.

Até mais.


Terça-feira, véspera de feriado

Feriado é sempre feriado. Mesmo sendo em uma quarta-feira, não há o que reclamar. Afinal, melhor do que nada!

Terça à noite, decidimos cozinhar em casa, apenas nós dois. Como sempre (ou a maioria das vezes), massa e vinho, nossas especialidades.

As massas de minha preferência são as secas longas, como o tagliatelle. Para o molho, fizemos uma misturinha de ingredientes, já muito utilizada, que gostamos bastante. Basicamente cebola picada, alhoporó, cogumelos paris e tomates sem pele e sem sementes picados. Ervas e condimentos a gosto. Para dar liga em tudo isso, colocamos requeijão light e/ou aquele creme de ricota pronto da Tirolez (não estou ganhando nada para falar a marca). Dessa forma, fica um molho bem leve e suave. Mas, se for de preferência, pode-se sempre utilizar o bom e velho creme de leite. Escolhemos os outros dois realmente por conta das calorias.

A carne, medalhões de filé mignon, apenas passam pela frigideira. Um pouquinho de Becel (Não estou ganhando nada para falar da marca, mas Ame seu coração) na frigideira, pimenta e sal grosso moídos na hora e um pouquinho de alecrim (usamos o desidratado mesmo). Quando um dos lados já estiver bem selado, é só virar e fazer a mesma coisa do outro.

Como teríamos carne, escolhemos um tinto. O sortudo da noite foi o argentino ß Crux. Intenso, muito perfumado e extremamente fácil de ser degustado. Já conhecíamos e é sempre uma ótima escolha.

Não fizemos sobremesa essa noite, apenas comemos alguns Bis (continuo sem ganhar nada, alguém aí quer nos patrocinar?) e foi ótimo de qualquer jeito. Depois de uma garrafa inteira de vinho, teríamos uma quarta-feira bem preguiçosa pra descansar.

Até a próxima.