Pra comer, beber e conversar

Por aí

31

Já está quase completando um mês que fiz aniversário e ainda não tinha postado nada sobre as comemorações. Poderia colocar a culpa na falta de tempo, como sempre, mas foi purasemvergonhice!

O dia do meu aniversário foi bastante especial. Primeiro fui almoçar na casa de mamis e papis, com direito à escolha do cardápio. E como a lasanha da minha mãe é a melhor que conheço, essa foi a pedida. Pra completar, por contra própria, ela fez um frango assado com batatas.

Tava tudo uma delícia. Molho branco e bolonhesa na lasanha e o frango bem temperadinho gostoso… Muito bom!

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Já em casa, à noite, tomamos champagne para comemorar, mas esqueci de tirar foto! Depois, fomos jantar no Atmosphere Bistrô, que fica no Morumbi. Escolhemos este restaurante por ser um lugar mais perto mesmo, pela comodidade. Por ser um dia de semana, optamos por voltar do trabalho mais cedo para evitar o trânsito.

Os pratos que escolhemos foram o Filet au poivre (bastante carregado na poivre, por sinal) e um filet com trio de gnocchi (batata, mandioquinha e mandioca). Estava bem gostoso e bem servido. Tomamos um vinho tinto para acompanhar.

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Como não poderia deixar de ser, meu parabéns foi com um brownie com sorvete de creme, que também estava muito bom.

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Meus 31 anos foram comemorados de formas bem bacanas. Várias mudanças estão ocorrendo em minha vida e elas estão me trazendo mais calma, acredito eu. O negócio é aproveitar todas essas coisas boas.

O bom é que não acaba por aqui. Nos dias seguintes continuei comemorando (estou vendo o resultado agora, na balança), mas esses são assuntos para outros posts.

É pique, é pique…!

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Coffee Lab

Novamente estou de volta, após um longo e tenebroso inverno sem posts. Espero que a frequência seja maior agora!

Hoje o papo será sobre café. Algumas semana atrás, fomos conhecer o Coffee Lab, de Isabela Raposeiras, uma das baristas mais premiadas da atualidade. Gostamos tanto que no final de semana seguinte, fomos de novo!

O local é um antigo sobrado na Fradique Coutinho, Vila Madalena. Logo na entrada já somos surpreendidos com uma imagem de São Benedito, o padroeiro dos cozinheiros, com sua dose de café que está sempre lá. Além disso, no Coffee Lab a água é grátis e você pode servir-se à vontade.

São Benedito e seu café

Água à vontade

Lá dentro, você se sente como na casa de sua avó. O pequeno salão é continuação da cozinha, onde você faz seus pedidos diretamente aos baristas, e eles trabalham sob a admiração de todos.

A cozinha da casa da vó

A cozinha da casa da vó

Começando com o rei da casa. O Coffee Lab entitula-se “um laboratório de sensações, uma cafeteria especial”. “Um laboratório de torra, degustação e preparo de cafés de qualidade, focado em micro lotes com características singulares”. Por isso, tem uma maneira toda especial de servir o café. Quando você pede o espresso do dia, é perguntado se é sua primeira vez no Coffee Lab. Em caso afirmativo, o barista prepara dois cafés iguais pra vocês, mas um é servido em uma xícara grande e o outro, em uma xícara pequena. Segundo eles, é para que você experimente e descubra onde prefere beber seu café.

Cafés tirados da mesma forma, mas servidos em xícaras diferentes

O cappuccino italianíssimo segue à risca o padrão italiano, sem chocolate, canela ou qualquer outra coisa que nós, brasileiros, colocamos para mudar a receita. Saboroso e cremoso de uma forma espetacular.

Cappuccino de verdade

Os salgados que escolhemos estavam muito bons. Tostex de brioche com queijo minas e brioche com quarteto de acompanhamentos. A fatia de brioche, depois de prensada, vem quentinha acompanhada de pequeninos copos americanos com requeijão, geléia do dia, manteiga e mel.

O tostex aparece inteiro aqui, mas o brioche com quarteto não deu tempo de fotografar!

Tostex de brioche com queijo minas

O que restou do brioche com quarteto

Os doces não ficam atrás. Primeiro, um brioche que também vem quentinho, acompanhado por uma generosa porção de nutella, que também quase não deu tempo de fotografar. Depois, algo quase indefinível de tão gostoso. O sagú de café. Composto por uma finíssima base de bolinho de limão, uma boa camada do sagú em si, coberta por um delicioso creme de baunilha. O sagú não carrega o amargor do café e o creme de baunilha é doce na medida certa. Nada enjoativo e realmente viciante.

Brioche com nutella

O surpreendente sagú de café

Depois disso tudo, só ficou pendente para uma próxima visita, uma fatia do bolo do dia, que também tem uma cara de bolo da vó… Deu uma vontade… Fica pra próxima mesmo!


Outra véspera de feriado

Terça-feira à noite, véspera de feriado (do ano passado) e resolvemos ir em um lugar bacana tomar vinho e bater um papo. Fomos ao Vino! no Itaim. Uma mistura de wine bar, restaurante e loja, tem um clima bem despojado e aconchegante ao mesmo tempo.

Quando chegamos, estava vazio e resolvemos entrar no clima de balcão. O salão inferior tem um balcão em formato de “U” muito interessante, que te coloca bem em frente ao garçom e facilita a pedida. Para incentivar a degustação de vinhos variados, o jogo americano de papel possui lugares demarcados com números para que o apreciador possa colocar as diferentes taças que degustou.

Balcão Vino!

Como sempre, ou quase, iniciamos a noite com um espumante. Escolhemos um prosecco, mas infelizmente não me lembro o nome agora. De qualquer forma, ele não era dos melhores, então não seria uma sugestão.

Prosecco não aconselhado para iniciar a noite

Quem é atendido no balcão já chega recebendo uns petisquinhos. Amendoim, amêndoas, castanhas de cajú e outros salgadinhos. Mas, como isso não é suficiente, o Vino! possui uma farta mesa de queijos e embutidos, que são cobrados por quilo. De volta à mesa, uma cesta de pães variados e quentinhos, surge bem perfumada. (Detalhe do salame super picante, que teve suas pimentas colocadas bem no cantinho)

Queijos e embutidos

Os vinhos da noite foram escolhidos despretensiosamente e, como não fizemos uma refeição com pratos principais, acabamos não nos preocupando com as “corretas” harmonizações. O objetivo era mesmo saborear bons vinhos, beliscar qualquer coisa e bater um papo entre amigos.

Vinho 1, mais levinho

Vinho 2, um pouco mais de corpo

Posso ter me enganado com a ordem dos vinhos, já faz um tempinho… Mas o importante é que bebemos os dois. A garrafa do “C’est la Vie”, claro, foi parar em nossa casa. Ela passou um tempo com a gente, mas na última limpeza que fizemos (eram muitas!), ela foi embora. Só ficaram as mais especiais. Mesmo.

Pra não dizer que não pedimos nada da cozinha, experimentamos uma deliciosa polenta de colher com ragú de calabresa. Vale muito a pena. Mais uma vez, esqueci de tirar foto do prato principal da noite, mas um dia eu tomo jeito. Quem sabe não seja ótima desculpa para voltarmos, em breve, ao Vino!?

Até a próxima.


Sábado à noite com visita especial

Desde que alugamos nosso apartamento na Vila Mariana, aguardamos uma visita especial: a cunhada que não mora em São Paulo e nunca havia nos visitado. O marido dela, que nos visita religiosamente no primeiro final-de-semana de cada mês (devido a um curso que faz em São Paulo), nunca havia conseguido arrastá-la para cá. Nem nós. Porém, após meses e meses de desculpas (esfarrapadíssimas por sinal), conseguimos! Ela veio!

Para comemorar tão especial ocasião, combinamos um jantar que deveria ser especial também. Para começar, Ele fez um dry martini para eles e as mulheres tomaram um tinto. Servimos torradinhas com queijo tipo camembert e geléia de pimenta, além das já conhecidas pastas de azeitonas pretas e alcachofra. Mais uma vez, a inexperiência no quesito blog impediu que tirássemos fotos desse aperitivo em casa. Mas a intenção é melhorarmos e nos “profissionalizarmos” um pouquinho.


O restaurante escolhido para a noite foi o D’Olivino, no Jardins. O ambiente é bem bacana, todo revestido de pedras e com pé direito alto. Confesso que não é a melhor escolha para uma noite fria (como estava), mas valeu pela elegância do local. Como os “amadores” aqui não tiraram fotos do ambiente, estou colocando abaixo uma achada na internet (Nossa mesa era a redonda, bem em frente à árvore).

A entrada é composta por uma cesta de pães variados, acompanhada por 3 tipos de azeites diferentes e pastinhas (não conseguimos distinguir o sabor, mas eram ótimas). Além disso, serviram um pequeno bolinho de carne com especiarias (lembrou muito um kibe assado) e cuscuz marroquino. O vinho escolhido para acompanhar, levado por nós, foi o Primitivo di Manduria, um italiano com aroma de frutas maduras, compota, etc.

Como o outro vinho que tomaríamos também seria um tinto, inclusive mais encorpado que o primeiro, a pedida foi carne para todos. Ele pediu miolo de alcatra com aspargos e batata gratinada. Ela pediu filet com risoto.


Os pratos estavam bem saborosos, mas os molhos que acompanhavam os dois tipos de carne pareciam ter sido feito juntos. Sem muita diferenciação, pareciam molhos meio “padrão”.

O vinho que acompanhou o prato principal foi um Marqués de Riscal. Espanhol intenso, com aromas potentes de caramelo e fruta em compota. Este vinho nos traz ótimas lembranças, pois o experimentamos no Mercado de San Miguel em Madrid. Colocamos algumas fotos abaixo.

  Para finalizar, a sobremesa foi uma Panna cotta, para matar a saudade.

 

O jantar correu muito bem, a companhia e o papo estavam ótimos. Com relação ao D’Olivino, nossa opinião é que o restaurante é um tanto caro. Já comemos pratos tão bons quanto ou até melhores, em restaurantes do mesmo nível, por preços mais baixos. Muito provavelmente não será opção para retorno daqui a algum tempo.

Quanto à visita especial, adoramos e aguardamos repeteco na casa nova!