Pra comer, beber e conversar

De pato pra ganso

De volta

Bem, após um longo e tenebroso inverno, aqui estamos nós novamente!

O Tempo passou rápido e, desde o último post, aconteceu bastante coisa. Por esse motivo, acabou faltando tempo (e talvez um pouquinho de disposição) para uma atualização mais frequente. Reformamos o novo apartamento, nos mudamos, Ela mudou de trabalho, Ele está trabalhando um montão… no fim do dia, só o que nos resta é chegar em casa e descansar. Merecidamente.

Mas, apesar de alguns fatos não muito bacanas no caminho, a vida segue e tem se mostrado bem colorida. O novo apartamento, que está em fase de pequeníssimos ajustes finais, já é o lugar em que mais gostamos de ficar. Transformar algo e deixá-lo com a sua cara, traz um sentimento muito bom. Olhar em volta e perceber-se em um canto que é só seu, cheio de aconchego, e que é o lugar onde encontraremos a paz que buscamos, tem nos feito felizes todos os dias.

Antes, uma das coisas mais bacanas na Vila Mariana, era morar em uma rua movimentada e poder sair para jantar a pé (como dissemos no último post). Agora, morando na Vila Andrade, todo aquele movimento não existe mais. Nossa rua é bastante calma e até um pouco escura. Precisaríamos caminhar um tanto até o restaurante mais próximo. A questão é que estamos preferindo essa tranquilidade ultimamente, a movimentação do antigo bairro já não faz nossa cabeça. Não, realmente não estamos ficando velhos (apesar de Ela ter feito 30 anos há duas semanas! ), mas as preferências mudam. Hoje, em uma noite de sexta-feira como essa, receberemos amigos e é muito bom que eles não tenham problemas para estacionar na rua, por exemplo.

É curiosa a capacidade que o ser humano tem de adaptar-se aos momentos e situações. Os motivos para uma atitude ou uma escolha agora, podem ser completamente opostos em uma decisão lá na frente. Gostamos tanto de onde moramos hoje que já achamos que deveríamos sempre ter morado aqui. Isso, podemos chamar de felicidade.

Boa “sexta-feira de último capítulo de novela”!


Chaves

Comprar um apartamento é uma conquista maravilhosa, quase indescritível. Quando alugamos nosso apartamento na Vila Mariana, foi muito bom. O rua tem tudo que precisamos e umas das melhores coisas é poder sair para jantar numa sexta à noite, por exemplo, a pé. Não há preço que pague essa conveniência. Aliás, há sim! Comprar um imóvel na Vila Mariana é algo quase impossível para nós HOJE.

Apesar de gostarmos muito do nosso cantinho, chegou o momento de pararmos de pagar aluguel e termos uma casa para chamar de nossa!

A compra de um apartamento demanda, além de dinheiro, uma série de análises. Tamanho e perfil do imóvel, bairro, estado do imóvel (no caso de ser usado, o nosso caso) e um monte de outras pequenas variáveis. Sendo a busca de um casal, os dois precisam gostar, os dois precisam fazer concessões e, o mais gostoso de tudo, os dois precisam sonhar juntos.

Depois de encontrarmos o tão desejado apartamento, que é em um bairro completamente desconhecido por nós (mas nem por isso ruim), iniciou-se o processo de levantamento de documentação, financiamento, assinaturas mil, pagamento da entrada, espera pelos documentos, pagamento ao (ex)proprietário, camaradagem com o (ex)proprietário dando alguns dias de “brinde” e… as chaves. Ah, as chaves. Um pedacinho de metal tão bobo, mas com um significado tão especial.

Enfim, após bastante ansiedade, chegou o dia em que entramos em nosso apartamento. Hoje ele ainda é uma tela em branco, para fazermos a nossa obra de arte. Mas mesmo sequinho, vazio de tudo, é um lugar lindo, nosso, tão desejado.

Agora começa a parte mais prazerosa, quando os pequenos ou grandes sonhos, começam a se concretizar. Mudanças no piso, na cozinha, na sala, nas paredes, pintura… Agora começaremos a dar cor e vida às “viagens” de nossas cabeças.

Comprar um apartamento é uma conquista maravilhosa, quase indescritível. Nós sabemos que todos os dias alcançamos pequenas vitórias. Levantar da cama num dia de frio já é uma! Mas saber reconhecer essas conquistas também tem que ser um exercício diário. É importante sermos gratos a tudo que já temos e a tudo que ainda está por vir.