Pra comer, beber e conversar

Arquivo para novembro, 2011

Rio de Janeiro de novo – Zona Sul

Outro casamento, outra viagem ao Rio. Dessa vez nos hospedamos em Copacabana, para ficarmos bem próximos ao local da festa. Não poderíamos ter feito melhor escolha! Estávamos a menos de 200m do clube e pudemos ir e voltar caminhando.

Como a festa foi sexta à noite, planejamos passar o sábado inteiro batendo perna. Após um passeio por Copacabana (incluindo o Forte) e uma tarde no Leblon, voltamos ao hotel para descansar e nos prepararmos para a noite. Saímos por volta das 19h30, já com o roteiro na cabeça.

A primeira parada foi o Astor Rio. Ele fica no comecinho de Ipanema, na Vieira Solto. Quando chegamos já estava lotado,  tanto que não conseguimos mesa e nos aboletamos no balcão mesmo. Antes de fazermos nossos pedidos, acho que o barman percebeu que eu estava quase babando enquanto ele preparava um drink e nos deu um “chorinho” para iniciar.

Chorinho

Não sei exatamente do que se tratava o drink, mas tinha um gostinho de café. Não tomei tudo, pois era feito com destilado e preferi não misturar com a bebida que eu ainda ia pedir.

Como sempre, pedi o que mais gosto de beber: espumante. E Ele pediu o também recorrente Dry Martini.

Para começar a noite, espumante e dry martini

Como almoçamos bem pouquinho e a fome já estava batendo, pedimos uma porção de bolinhos de arroz. Não estavam tão sequinhos como eu gostaria e faltava um pouquinho de tempero… mas tabasco neles! Ficaram ótimos. Me lembro de ter tirado foto, mas ela deve ter se perdido em algum momento.

O restaurante escolhido para o jantar foi o Pomodorino, na Lagoa. Ele foi eleito a melhor carta de vinhos pela Veja Comer & Beber Rio. Além de trazer ótimos rótulos, eles são vendidos a preços muito convidativos. Não por outro motivo, desde que saímos do hotel, Ele já sabia o que iríamos tomar.

O Pomodorino está instalado em um bonito casarão, bem em frente à Lagoa. Após o portão de entrada, esperamos alguns minutos em uma alameda fracamente iluminada, sentados em um banco de praça. Um charme. Tinha também duas pequenas mesas para grupos um pouco maiores.

Fachada do Pomodorino

Ainda lá fora, pedimos nossa bebida. O astro da noite seria um Veuve Clicquot. Estava demorando! Afinal, o nome do blog tem tudo a ver com ela, mas ela ainda não havia aparecido por aqui. Infelizmente não conseguimos começar a beber durante a espera, pois nossa mesa logo ficou pronta.

A Viúva
Borbulhas hipnotizantes

Tínhamos comido os bolinhos de arroz no Astor, então pulamos direto para os pratos principais. Procuramos opções leves, para não ofuscar o brilho da viúva. Escolhi uma massa com molho de frutos do mar, que levava creme de leite. Ele pediu outra com camarões e lâminas bem finas de salmão defumado. O meu prato estava muito muito gostoso mesmo. O dele, nem tanto. A principal característica para o sucesso de um prato é o equilíbrio. Sabendo equilibrar os ingredientes, quaisquer que sejam, ele fica gostoso. No caso dessa massa, o alho (sim, ele, o temido!) estava se sobressaindo. E, mesmo que algo tivesse que se sobressair e estar um pouco desequilibrado, esse algo não deveria ser o alho. Definitivamente. Mas… não podemos dizer que estava ruim.

O delicioso molho de frutos do mar com creme de leite
O desequilibrado saboroso

Para a sobremesa, escolhemos uma torta quente de chocolate, com sorvete. Quando chegou, vimos que tratava-se do ilustre petit gateau. Mas não desagradou, em hipótese alguma. O bolinho veio quente na medida, com calda na medida e dulçor na medida também. Não dá pra não gostar. Só de lembrar… água na boca.

Delícia

Mais uma noite espetacular no Rio de Janeiro. Estou gostando cada vez mais dessa cidade e ainda espero poder voltar muitas vezes. Afinal, ela tem muito de maravilhosa sim.

Só pra finalizar, uma homenagem a essa cidade. http://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ