Pra comer, beber e conversar

Arquivo para junho, 2011

Sábado à noite com visita especial

Desde que alugamos nosso apartamento na Vila Mariana, aguardamos uma visita especial: a cunhada que não mora em São Paulo e nunca havia nos visitado. O marido dela, que nos visita religiosamente no primeiro final-de-semana de cada mês (devido a um curso que faz em São Paulo), nunca havia conseguido arrastá-la para cá. Nem nós. Porém, após meses e meses de desculpas (esfarrapadíssimas por sinal), conseguimos! Ela veio!

Para comemorar tão especial ocasião, combinamos um jantar que deveria ser especial também. Para começar, Ele fez um dry martini para eles e as mulheres tomaram um tinto. Servimos torradinhas com queijo tipo camembert e geléia de pimenta, além das já conhecidas pastas de azeitonas pretas e alcachofra. Mais uma vez, a inexperiência no quesito blog impediu que tirássemos fotos desse aperitivo em casa. Mas a intenção é melhorarmos e nos “profissionalizarmos” um pouquinho.


O restaurante escolhido para a noite foi o D’Olivino, no Jardins. O ambiente é bem bacana, todo revestido de pedras e com pé direito alto. Confesso que não é a melhor escolha para uma noite fria (como estava), mas valeu pela elegância do local. Como os “amadores” aqui não tiraram fotos do ambiente, estou colocando abaixo uma achada na internet (Nossa mesa era a redonda, bem em frente à árvore).

A entrada é composta por uma cesta de pães variados, acompanhada por 3 tipos de azeites diferentes e pastinhas (não conseguimos distinguir o sabor, mas eram ótimas). Além disso, serviram um pequeno bolinho de carne com especiarias (lembrou muito um kibe assado) e cuscuz marroquino. O vinho escolhido para acompanhar, levado por nós, foi o Primitivo di Manduria, um italiano com aroma de frutas maduras, compota, etc.

Como o outro vinho que tomaríamos também seria um tinto, inclusive mais encorpado que o primeiro, a pedida foi carne para todos. Ele pediu miolo de alcatra com aspargos e batata gratinada. Ela pediu filet com risoto.


Os pratos estavam bem saborosos, mas os molhos que acompanhavam os dois tipos de carne pareciam ter sido feito juntos. Sem muita diferenciação, pareciam molhos meio “padrão”.

O vinho que acompanhou o prato principal foi um Marqués de Riscal. Espanhol intenso, com aromas potentes de caramelo e fruta em compota. Este vinho nos traz ótimas lembranças, pois o experimentamos no Mercado de San Miguel em Madrid. Colocamos algumas fotos abaixo.

  Para finalizar, a sobremesa foi uma Panna cotta, para matar a saudade.

 

O jantar correu muito bem, a companhia e o papo estavam ótimos. Com relação ao D’Olivino, nossa opinião é que o restaurante é um tanto caro. Já comemos pratos tão bons quanto ou até melhores, em restaurantes do mesmo nível, por preços mais baixos. Muito provavelmente não será opção para retorno daqui a algum tempo.

Quanto à visita especial, adoramos e aguardamos repeteco na casa nova!


Chaves

Comprar um apartamento é uma conquista maravilhosa, quase indescritível. Quando alugamos nosso apartamento na Vila Mariana, foi muito bom. O rua tem tudo que precisamos e umas das melhores coisas é poder sair para jantar numa sexta à noite, por exemplo, a pé. Não há preço que pague essa conveniência. Aliás, há sim! Comprar um imóvel na Vila Mariana é algo quase impossível para nós HOJE.

Apesar de gostarmos muito do nosso cantinho, chegou o momento de pararmos de pagar aluguel e termos uma casa para chamar de nossa!

A compra de um apartamento demanda, além de dinheiro, uma série de análises. Tamanho e perfil do imóvel, bairro, estado do imóvel (no caso de ser usado, o nosso caso) e um monte de outras pequenas variáveis. Sendo a busca de um casal, os dois precisam gostar, os dois precisam fazer concessões e, o mais gostoso de tudo, os dois precisam sonhar juntos.

Depois de encontrarmos o tão desejado apartamento, que é em um bairro completamente desconhecido por nós (mas nem por isso ruim), iniciou-se o processo de levantamento de documentação, financiamento, assinaturas mil, pagamento da entrada, espera pelos documentos, pagamento ao (ex)proprietário, camaradagem com o (ex)proprietário dando alguns dias de “brinde” e… as chaves. Ah, as chaves. Um pedacinho de metal tão bobo, mas com um significado tão especial.

Enfim, após bastante ansiedade, chegou o dia em que entramos em nosso apartamento. Hoje ele ainda é uma tela em branco, para fazermos a nossa obra de arte. Mas mesmo sequinho, vazio de tudo, é um lugar lindo, nosso, tão desejado.

Agora começa a parte mais prazerosa, quando os pequenos ou grandes sonhos, começam a se concretizar. Mudanças no piso, na cozinha, na sala, nas paredes, pintura… Agora começaremos a dar cor e vida às “viagens” de nossas cabeças.

Comprar um apartamento é uma conquista maravilhosa, quase indescritível. Nós sabemos que todos os dias alcançamos pequenas vitórias. Levantar da cama num dia de frio já é uma! Mas saber reconhecer essas conquistas também tem que ser um exercício diário. É importante sermos gratos a tudo que já temos e a tudo que ainda está por vir.


Sábado da torta

Chegou o sábado à noite e, após um dia movimentado, decidimos ficar em casa. Com o friozinho que estava fazendo então… melhor coisa.

Estávamos com  vontade de comer uma belíssima torta de frango que, já há alguns meses, não fazíamos. Decisão tomada, o primeiro passo é colocar o frango para cozinhar. O bom do frango cozido é que ele é extremamente sincero.  Impossível esconder de alguém, em um apartamento de 60m², que você está o desfiando. Se existem pets no recinto então, é loucura na certa. O resultado é um apartamento inteiro cheirando frango! Nunca se esqueça de fechar as portas dos cômodos, quando isso for possível.

Como adoramos cozinhar bebendo, já abrimos um ótimo espumante, pra curtir a música que estava rolando na cozinha. E, enquanto Ele fazia a massa da torta, Ela fazia a entrada.

Essa entrada foi feita no improviso, com uma ciabatta integral comprada na Galeria dos Pães que estava congelada. Ela foi descongelada rapidamente no forninho elétrico e cortada em fatias finas, sobre as quais foram espalhados o creme de ricota e gorgonzola e o pesto de azeitonas pretas (olha aí eles de novo!). Simples e muito gostoso.

Depois do frango desfiado, foi feito o recheio na panela, com temperos variados como cebola, cheiro verde e correção de sal e pimenta. Também colocamos palmito. Durante a montagem, metade da torta levou azeitonas pretas picadas (pois apenas Ele gosta) e tudo coberto por generosa camada de requeijão, na versão light, pra pesar menos na consciência. Para acompanhar a torta? Um super copo de Coca-Cola, cheio de gelo. Ninguém é de ferro.

A sobremesa, também no improviso, não foi fotografada. Mas consistia em uma bola generosa de sorvete de creme, acompanhada por uma porção de creme de chocolate ao rum italiano, trazido por Ele de sua última viagem a trabalho e outra de geléia de morango. Ah, teve Bis também! Pra quê mais que isso?

Esses momentos são tão bons que, não importa o improviso, o que importa é saborear o que gostamos. Mesmo que seja um simples Bis. Delícia.