Pra comer, beber e conversar

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Outra véspera de feriado

Terça-feira à noite, véspera de feriado (do ano passado) e resolvemos ir em um lugar bacana tomar vinho e bater um papo. Fomos ao Vino! no Itaim. Uma mistura de wine bar, restaurante e loja, tem um clima bem despojado e aconchegante ao mesmo tempo.

Quando chegamos, estava vazio e resolvemos entrar no clima de balcão. O salão inferior tem um balcão em formato de “U” muito interessante, que te coloca bem em frente ao garçom e facilita a pedida. Para incentivar a degustação de vinhos variados, o jogo americano de papel possui lugares demarcados com números para que o apreciador possa colocar as diferentes taças que degustou.

Balcão Vino!

Como sempre, ou quase, iniciamos a noite com um espumante. Escolhemos um prosecco, mas infelizmente não me lembro o nome agora. De qualquer forma, ele não era dos melhores, então não seria uma sugestão.

Prosecco não aconselhado para iniciar a noite

Quem é atendido no balcão já chega recebendo uns petisquinhos. Amendoim, amêndoas, castanhas de cajú e outros salgadinhos. Mas, como isso não é suficiente, o Vino! possui uma farta mesa de queijos e embutidos, que são cobrados por quilo. De volta à mesa, uma cesta de pães variados e quentinhos, surge bem perfumada. (Detalhe do salame super picante, que teve suas pimentas colocadas bem no cantinho)

Queijos e embutidos

Os vinhos da noite foram escolhidos despretensiosamente e, como não fizemos uma refeição com pratos principais, acabamos não nos preocupando com as “corretas” harmonizações. O objetivo era mesmo saborear bons vinhos, beliscar qualquer coisa e bater um papo entre amigos.

Vinho 1, mais levinho

Vinho 2, um pouco mais de corpo

Posso ter me enganado com a ordem dos vinhos, já faz um tempinho… Mas o importante é que bebemos os dois. A garrafa do “C’est la Vie”, claro, foi parar em nossa casa. Ela passou um tempo com a gente, mas na última limpeza que fizemos (eram muitas!), ela foi embora. Só ficaram as mais especiais. Mesmo.

Pra não dizer que não pedimos nada da cozinha, experimentamos uma deliciosa polenta de colher com ragú de calabresa. Vale muito a pena. Mais uma vez, esqueci de tirar foto do prato principal da noite, mas um dia eu tomo jeito. Quem sabe não seja ótima desculpa para voltarmos, em breve, ao Vino!?

Até a próxima.

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Começar de novo

Pronto, já estamos em 2012!

O Natal já foi e a noite de Ano Novo também. Alguns pularam ondinhas, outros comeram lentilhas num pé só, uvas, romãs e tudo mais, para seguir as tão conhecidas simpatias de final de ano. A única unanimidade em questão são as “promessas de final de ano” afinal, ainda bem que temos essa chance de zerar, deixar o que passou para trás e começar tudo de novo.

Por isso, decidi que esse primeiro post deveria ser inspirador. Nem só de massas, carnes suculentas e vinho vive esse blog. Ele é feito por pessoas comuns, com um dia-a-dia comum e que, principalmente, tem uma alimentação comum na maioria das vezes. Não dá pra ter glamour cem por cento do tempo!

Fizemos esse jantar há alguns dias, durante a semana. Confesso que seria meio depressivo, para nós dois, um jantarzinho desse no final de semana.

Para começar, uma saladinha. Não tinha tomate em casa, por isso a salada ficou até um pouco sem graça, apenas verde. Demos uma melhorada com queijo branco e cebolinhas em conserva. Acompanhando a salada, hamburguer de maminha. Foi comprado pronto no supermercado. Na frigideira, apenas um fio de azeite, sal grosso, pimenta ralada na hora e um toque de alecrim. Selamos rapidamente dos dois lados, deixando o meio rosado.

Saladinha com hamburguer de maminha

Demos uma deliciosa “pisada na bola” com o pão. Pegamos duas fatias do famoso pão de semolina do Frango Assado que estavam em nosso freezer, adicionamos azeite, sal grosso, alecrim e colocamos no forninho elétrico. Deus do céu, fresquinho, parece ter sido assado na hora. E o sabor é praticamente idêntico ao da focaccia italiana. Espetáculo! Mas pra ter um pouco mais de disciplina (pelo menos durante a semana), a sugestão é fazer com pão integral. Não tem o mesmo sabor, mas não dá pra querer tudo nessa vida!

"Focaccia" do Rue de La Vache

Para beber, suco natural de frutas. Fazemos todas as noites e é ótimo, porque dificilmente comeríamos essa variedade de frutas durante o dia. Costumamos colocar abacaxi, uva, maracujá, morango e outras frutas vermelhas que compramos congeladas. Quando temos todas, colocamos todas. Senão, batemos as que tem e está ótimo.

Suco natural de frutas variadas

Quem disse que um jantarzinho rápido e light não pode ser gostoso? É claro que gostaríamos de comer massa, tomar vinho e comer sobremesas elaboradas todas as noites, mas sabemos que não há corpinho (e talvez fígado) que aguente. Precisamos ter disciplina para balancear as coisas. Dessa forma, teremos bastante saúde e tempo para experimentar muita coisa boa em casa ou em qualquer outro lugar.

Jantar completo

 

Um feliz e saboroso 2012 a todos!

Comida de boteco – Primeira aventura

O final do ano se aproxima e, quem trabalha em marketing sabe como é: uma correria louca para fechar briefs para o próximo ano, correr com estratégias e, muito importante, gastar a verba que ainda não foi gasta! Por esse motivo andei tão sumida nas últimas semanas. Bastante trabalho e canseira. Quando chega o final de semana, cadê força e inspiração?

Mas, vamos lá, estou dando uma fugidinha no meio do dia mesmo, para espairecer um pouco. Ninguém é de ferro.

A gostosura deste post foi meio inventada, meio copiada. Em nossa primeira viagem ao Rio, comemos no Bar do Mineiro um petisco bem gostoso e simples, feito com massa de pastel. Desde então, estava com bastante vontade de me aventurar a fazê-la, mas com algumas alterações, claro.

O petisco original do Bar do Mineiro é uma “trouxinha” feita de massa de pastel, frita, com recheio de creme de abóbora com carne seca, acompanhada com um molhinho de laranja picante. A minha, com a mesma massa de pastel, foi assada e levou recheio parecido com o de esfiha: carne moída, tomate picado bem pequeno e bastante limão. A carne descansa por um tempo no limão e isso faz com que ela dê uma cozinhada. O azedinho do limão na carne fica uma delícia.

O petisco do Bar do Mineiro (esquerda) e o meu

Ficaram tão deliciosos quanto, porém um pouquinho mais saudável por não ser frito. Também servi um molhinho de laranja apimentado. Muito simples: ferve-se bastante o suco de laranja com um pouco de açúcar, para apurar, e coloca-se depois a pimenta a gosto. Tive a ajuda de uma super amiga para montar as trouxinhas, pois é algo meio demoradinho.

Servi o petisco durante um happy hour em casa, em uma sexta-feira muito quente. Por isso, a bebida escolhida foi a cerveja. Vários tipos dela, afinal o pessoal lá é muitíssimo entendido no assunto.

Muito bom. Brevemente trarei de novo mais aventuras de boteco.

Até mais.

Rio de Janeiro de novo – Zona Sul

Outro casamento, outra viagem ao Rio. Dessa vez nos hospedamos em Copacabana, para ficarmos bem próximos ao local da festa. Não poderíamos ter feito melhor escolha! Estávamos a menos de 200m do clube e pudemos ir e voltar caminhando.

Como a festa foi sexta à noite, planejamos passar o sábado inteiro batendo perna. Após um passeio por Copacabana (incluindo o Forte) e uma tarde no Leblon, voltamos ao hotel para descansar e nos prepararmos para a noite. Saímos por volta das 19h30, já com o roteiro na cabeça.

A primeira parada foi o Astor Rio. Ele fica no comecinho de Ipanema, na Vieira Solto. Quando chegamos já estava lotado,  tanto que não conseguimos mesa e nos aboletamos no balcão mesmo. Antes de fazermos nossos pedidos, acho que o barman percebeu que eu estava quase babando enquanto ele preparava um drink e nos deu um “chorinho” para iniciar.

Chorinho

Não sei exatamente do que se tratava o drink, mas tinha um gostinho de café. Não tomei tudo, pois era feito com destilado e preferi não misturar com a bebida que eu ainda ia pedir.

Como sempre, pedi o que mais gosto de beber: espumante. E Ele pediu o também recorrente Dry Martini.

Para começar a noite, espumante e dry martini

Como almoçamos bem pouquinho e a fome já estava batendo, pedimos uma porção de bolinhos de arroz. Não estavam tão sequinhos como eu gostaria e faltava um pouquinho de tempero… mas tabasco neles! Ficaram ótimos. Me lembro de ter tirado foto, mas ela deve ter se perdido em algum momento.

O restaurante escolhido para o jantar foi o Pomodorino, na Lagoa. Ele foi eleito a melhor carta de vinhos pela Veja Comer & Beber Rio. Além de trazer ótimos rótulos, eles são vendidos a preços muito convidativos. Não por outro motivo, desde que saímos do hotel, Ele já sabia o que iríamos tomar.

O Pomodorino está instalado em um bonito casarão, bem em frente à Lagoa. Após o portão de entrada, esperamos alguns minutos em uma alameda fracamente iluminada, sentados em um banco de praça. Um charme. Tinha também duas pequenas mesas para grupos um pouco maiores.

Fachada do Pomodorino

Ainda lá fora, pedimos nossa bebida. O astro da noite seria um Veuve Clicquot. Estava demorando! Afinal, o nome do blog tem tudo a ver com ela, mas ela ainda não havia aparecido por aqui. Infelizmente não conseguimos começar a beber durante a espera, pois nossa mesa logo ficou pronta.

A Viúva
Borbulhas hipnotizantes

Tínhamos comido os bolinhos de arroz no Astor, então pulamos direto para os pratos principais. Procuramos opções leves, para não ofuscar o brilho da viúva. Escolhi uma massa com molho de frutos do mar, que levava creme de leite. Ele pediu outra com camarões e lâminas bem finas de salmão defumado. O meu prato estava muito muito gostoso mesmo. O dele, nem tanto. A principal característica para o sucesso de um prato é o equilíbrio. Sabendo equilibrar os ingredientes, quaisquer que sejam, ele fica gostoso. No caso dessa massa, o alho (sim, ele, o temido!) estava se sobressaindo. E, mesmo que algo tivesse que se sobressair e estar um pouco desequilibrado, esse algo não deveria ser o alho. Definitivamente. Mas… não podemos dizer que estava ruim.

O delicioso molho de frutos do mar com creme de leite
O desequilibrado saboroso

Para a sobremesa, escolhemos uma torta quente de chocolate, com sorvete. Quando chegou, vimos que tratava-se do ilustre petit gateau. Mas não desagradou, em hipótese alguma. O bolinho veio quente na medida, com calda na medida e dulçor na medida também. Não dá pra não gostar. Só de lembrar… água na boca.

Delícia

Mais uma noite espetacular no Rio de Janeiro. Estou gostando cada vez mais dessa cidade e ainda espero poder voltar muitas vezes. Afinal, ela tem muito de maravilhosa sim.

Só pra finalizar, uma homenagem a essa cidade. http://www.youtube.com/watch?v=aK-k0SstIJQ

Terça-feira, véspera de feriado

Feriado é sempre feriado. Mesmo sendo em uma quarta-feira, não há o que reclamar. Afinal, melhor do que nada!

Terça à noite, decidimos cozinhar em casa, apenas nós dois. Como sempre (ou a maioria das vezes), massa e vinho, nossas especialidades.

As massas de minha preferência são as secas longas, como o tagliatelle. Para o molho, fizemos uma misturinha de ingredientes, já muito utilizada, que gostamos bastante. Basicamente cebola picada, alhoporó, cogumelos paris e tomates sem pele e sem sementes picados. Ervas e condimentos a gosto. Para dar liga em tudo isso, colocamos requeijão light e/ou aquele creme de ricota pronto da Tirolez (não estou ganhando nada para falar a marca). Dessa forma, fica um molho bem leve e suave. Mas, se for de preferência, pode-se sempre utilizar o bom e velho creme de leite. Escolhemos os outros dois realmente por conta das calorias.

A carne, medalhões de filé mignon, apenas passam pela frigideira. Um pouquinho de Becel (Não estou ganhando nada para falar da marca, mas Ame seu coração) na frigideira, pimenta e sal grosso moídos na hora e um pouquinho de alecrim (usamos o desidratado mesmo). Quando um dos lados já estiver bem selado, é só virar e fazer a mesma coisa do outro.

Como teríamos carne, escolhemos um tinto. O sortudo da noite foi o argentino ß Crux. Intenso, muito perfumado e extremamente fácil de ser degustado. Já conhecíamos e é sempre uma ótima escolha.

Não fizemos sobremesa essa noite, apenas comemos alguns Bis (continuo sem ganhar nada, alguém aí quer nos patrocinar?) e foi ótimo de qualquer jeito. Depois de uma garrafa inteira de vinho, teríamos uma quarta-feira bem preguiçosa pra descansar.

Até a próxima.

Uma noite em Santa Teresa – Rio de Janeiro

Eu nunca havia ido ao Rio. Quando já tínhamos fechado a viagem, para ir a um casamento, Ele me perguntou o que eu queria conhecer na cidade. Como seria apenas um final de semana e, com certeza, pouco tempo para ver muitas coisas, eu disse que queria “conhecer o Rio através dos olhos dele”. Como Ele já havia estado lá algumas vezes, escolheria os locais a me levar. Quando estávamos no aeroporto para o embarque, apareceu com um papelzinho cheio de anotações de locais para irmos.

Estava um final de tarde feio e meio chuvoso. Sair de São Paulo numa sexta-feira com sol e chegar ao Rio e encontrar céu cinza e garoa… tinha alguma coisa errada. As situações se inverteram. Mas nada abalou nossa vontade de sair. Ele quis ir para Santa Teresa, pois era um local novo pra ele também. Muito bom, conheceríamos juntos!

Saímos do hotel (no centro) cedo, por volta das 18h30, para aproveitar bastante a noite. Não poderíamos ter feito melhor escolha.

Após a missão quase impossível de encontrar um taxista que “aceitasse” nos levar a Santa Teresa, nossa primeira parada foi o Bar do Mineiro, no Largo dos Guimarães. Tradicional ponto de encontro local, o bar é bem simples, ótimo para uma cerveja de garrafa com comida de boteco. Logo na capa do cardápio, estava a “Trouxinha de Minas”, petisco participante do concurso “Comida di buteco” edição Rio. Já que merecia participar de um concurso, merecia ser pedido por nós. Uma troxinha frita, feita de massa de pastel, com recheio de creme de abóbora com carne seca. Acompanhando, veio um molhinho de laranja ao mesmo tempo adocicado e apimentado, mas também combinou muito bem com aquela pimenta simples, que sempre fica sobre as mesas de boteco.

Fachada do bar – Detalhe para os charmosos trilhos do bondinho, bem em frente.

A “trouxinha.”

Terminada nossa cerveja e nosso aperitivo, saímos a pé para o segundo local do “papelzinho”. Duas ruas abaixo fica o Armazém São Tiago (www.armazemsaotiago.com.br). Porém, quando chegamos lá, encontramos o bar fechado. Pois é, estava fechado para reforma e abriria daí a uma semana apenas. Ficamos ainda alguns instantes em frente à porta fechada, quando um simpático “nascido e criado em Santa Teresa” nos viu e veio conversar. Disse que estava fechado para reforma, mas ia ficar lindo, o telhado ia ficar diferente, muito mais bonito, “vem aqui dar uma olhada pela fresta da janela”… Foi tão simpático que resolvemos perguntar a ele onde teria outro bar bacana para tomarmos uma cerveja. Ele logo apontou uma portinha ao lado e chamou o dono para nos atender. Como não achamos o bar tão legal assim, apenas pedimos nossas cervejas, pagamos e saímos novamente para caminhar pelas ruas de pedra do bairro. Tiramos fotos, passamos em frente a todos os restaurantes, analisamos fachadas e cardápios. Quando nossas cervejas acabaram, fomos para os últimos, e mais charmosos, lugares da noite.

Se o Armazém São Tiago estivesse aberto, seria assim.

A entrada principal do Hotel Santa Teresa (www.santa-teresa-hotel.com) fica em um ponto geograficamente alto do bairro, em uma ladeirinha bem graciosa (A entrada secundária fica em uma rua ainda mais graciosa, no quarteirão de trás, no caminho que fizemos do Bar do Mineiro para o Armazém São Tiago). O espaço externo é muito bonito, digno de um hotel cinco estrelas. Lá, além da hospedagem, estão um bar e um restaurante.

O Bar dos Descasados é um local bem incomum (pelo menos pra mim!), não possui mesas e cadeiras como qualquer outro bar. É bem espaçoso e quase não possui luz, além das poucas velas acesas. Está disposto em forma de nichos, com sofás para grupos de amigos, ou casais, e mesas de centro.  Nós ficamos em um grande sofá, que mais parecia uma chez, voltado para a varanda (a garoa já tinha desistido de tentar melar nossa noite e todas as portas da varanda estavam abertas). Uma vista incrível, que sempre terei na memória. Na verdade, nada demais… casas e predinhos antigos e telhados de casas e predinhos antigos, mas só estando lá para sentir a mágica daquela vista.

A única, e de péssima qualidade, foto que tirei do bar.

Tomei espumante rosè (duas taças, hic), que é uma das bebidas que mais gosto entre todas, e ele tomou um dry martini. Passamos um tempo delicioso conversando, falando besteira, olhando lá pra fora e sonhando com o futuro… aproveitamos bastante o Bar dos Descasados.

Finalmente, fomos para o restaurante, que fica em frente do bar. O Térèze é um dos restaurantes mais bem cotados do Rio de Janeiro, a decoração é clean, bem charmosa, com luz na medida certa. O atendimento é bastante atencioso e cordial.

Térèze visto do pátio entre o bar e o restaurante. Detalhe dos telhados das casas e predinhos.

De entrada pedimos bruschetta caprese. Foi bastante cômico, pois estávamos esperando o padrão: pequena travessa com fatias de pão italiano, cobertas com tomates picados, azeite e manjericão. Começando pelo prato (a louça mesmo) , todo diferenciado, a bruschetta nos surpreendeu, pois era diferente de todas as outras que já tínhamos comido. Infelizmente meu despreparo me fez esquecer de tirar fotos. Aliás, se tem alguém aí prestando atenção, já percebeu que depois de todo esse passeio e, principalmente, de toda essa bebida… é bem compreensível o fato de eu ter esquecido das fotos.

Como pratos principais, Ele comeu peixe e eu carne, ambos sugeridos pelo garçom. Mesmo parecendo impossível, ainda conseguimos tomar os vinhos que harmonizavam com os pratos. Apenas uma taça para cada um. Afinal, uma ótima refeição “precisa” ser acompanhada por um bom vinho. E, como a noite era de festa e já tínhamos perdido qualquer tipo de noção alguns mililitros antes, nos demos ao luxo de pedir sobremesas. Fiquei com um delicioso petit gato (eles escrevem assim no cardápio) e Ele ficou com um goiabada cheesecake. Noite fechada com chaves de ouro.

Única foto tirada no Térèze.

Voltei pra casa com esse pedacinho do Rio no meu coração. Sem querer ser piegas, mas já sendo, foi uma noite mágica. Cada momento dela, cada sorriso, cada gole, cada borbulhinha. Quero voltar, com certeza.

Acho que cometi um engano ao escrever esse título. Não foi uma noite em Santa Teresa. Posso dizer, com bastante brilho nos olhos, que foi a noite em Santa Teresa.

Até a próxima.

De volta

Bem, após um longo e tenebroso inverno, aqui estamos nós novamente!

O Tempo passou rápido e, desde o último post, aconteceu bastante coisa. Por esse motivo, acabou faltando tempo (e talvez um pouquinho de disposição) para uma atualização mais frequente. Reformamos o novo apartamento, nos mudamos, Ela mudou de trabalho, Ele está trabalhando um montão… no fim do dia, só o que nos resta é chegar em casa e descansar. Merecidamente.

Mas, apesar de alguns fatos não muito bacanas no caminho, a vida segue e tem se mostrado bem colorida. O novo apartamento, que está em fase de pequeníssimos ajustes finais, já é o lugar em que mais gostamos de ficar. Transformar algo e deixá-lo com a sua cara, traz um sentimento muito bom. Olhar em volta e perceber-se em um canto que é só seu, cheio de aconchego, e que é o lugar onde encontraremos a paz que buscamos, tem nos feito felizes todos os dias.

Antes, uma das coisas mais bacanas na Vila Mariana, era morar em uma rua movimentada e poder sair para jantar a pé (como dissemos no último post). Agora, morando na Vila Andrade, todo aquele movimento não existe mais. Nossa rua é bastante calma e até um pouco escura. Precisaríamos caminhar um tanto até o restaurante mais próximo. A questão é que estamos preferindo essa tranquilidade ultimamente, a movimentação do antigo bairro já não faz nossa cabeça. Não, realmente não estamos ficando velhos (apesar de Ela ter feito 30 anos há duas semanas! ), mas as preferências mudam. Hoje, em uma noite de sexta-feira como essa, receberemos amigos e é muito bom que eles não tenham problemas para estacionar na rua, por exemplo.

É curiosa a capacidade que o ser humano tem de adaptar-se aos momentos e situações. Os motivos para uma atitude ou uma escolha agora, podem ser completamente opostos em uma decisão lá na frente. Gostamos tanto de onde moramos hoje que já achamos que deveríamos sempre ter morado aqui. Isso, podemos chamar de felicidade.

Boa “sexta-feira de último capítulo de novela”!

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