Pra comer, beber e conversar

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Continuando as comemorações

Como fazia muito tempo que não via uma querida amiga, no meu aniversário ela me convidou para jantar. O local, convenientemente escolhido, é na rua de trás do meu prédio e, acredito eu, é o restaurante de fondue mais conhecido de São Paulo: Era uma vez um chalezinho. Sempre tive curiosidade de conhecer, então, aceitei o convite na hora!

O lugar parece realmente um pedacinho da Suíça no Brasil (apesar de nunca ter estado na Suíça!). É fofo de um jeito, que quase não dá pra descrever. Normalmente é frequentado por casais de namorados apaixonados, mas nem ligamos para esse romantismo todo. Queríamos mesmo era colocar a fofoca em dia e comemorar meu niver.

Fachada do Chalezinho

A parte de dentro e seu romantismo!

De entrada, comemos uma burrata com pães suecos. Era gostosa, mas faltava um pouco de sabor, faltava tempero. Se compararmos com a espetacular burrata do Emiglia, que leva tomate picadinho e pesto de manjericão, a do Chalezinho…

A burrata do Chalezinho

Existe uma série de opções de fondue, mas escolhemos o tradicional. Como eu nunca tinha ido, queria saber como é o fondue que se come na Suíça. Se é que comem mesmo… não sei.

Todas as opções são acompanhadas por cestas de pães e você pode escolher mais uma série de outros acompanhamentos, pagando à parte. Escolhemos mini salsichas viena e estava muito bom! Adorei o fondue tradicional dos suíços.

O fondue que os suíços comem. Será?

Cesta de pães e salsichinhas

Como fui convidada para jantar, nada mais gentil do que levar um vinho (a rolha no Chalezinho custa R$60). E, segundo disse a amiga, eu não poderia ficar por baixo! Então levei um “vinhaço” de nosso acervo pessoal. Não tenho a mínima ideia se combina com fondue, mas quem estava ligando?

Vinhaço que a gente bebeu

Depois de tudo isso, não contentes, pedimos o fondue de chocolate, claro. Duas mulheres? Como não?

Também há algumas opções no cardápio e escolhemos o meio amargo. Ele vem acompanhado de frutas e biscoitinhos, waffer e todas essas coisas que engordam. Não tem como ficar ruim!

Fondue de chocolate meio amargo

Calorias. Muitas!

Pode parecer pouco. “Imagine, pãozinho com queijo não alimenta ninguém”. Mas se você fala e bebe vinho como eu e minha amiga, dá pra sair de lá bem satisfeito.

Valeu demais. Valeu pelo carinho, pela cia., pela comida “fofa”, pelo bate-papo, pelas ótimas lembranças que terei dessa noite e pela constatação de que verdadeiros amigos podem ficar bastante tempo sem se encontrar, mas o sentimento será grande mesmo assim.

Amei, amiga!

 


31

Já está quase completando um mês que fiz aniversário e ainda não tinha postado nada sobre as comemorações. Poderia colocar a culpa na falta de tempo, como sempre, mas foi purasemvergonhice!

O dia do meu aniversário foi bastante especial. Primeiro fui almoçar na casa de mamis e papis, com direito à escolha do cardápio. E como a lasanha da minha mãe é a melhor que conheço, essa foi a pedida. Pra completar, por contra própria, ela fez um frango assado com batatas.

Tava tudo uma delícia. Molho branco e bolonhesa na lasanha e o frango bem temperadinho gostoso… Muito bom!

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Já em casa, à noite, tomamos champagne para comemorar, mas esqueci de tirar foto! Depois, fomos jantar no Atmosphere Bistrô, que fica no Morumbi. Escolhemos este restaurante por ser um lugar mais perto mesmo, pela comodidade. Por ser um dia de semana, optamos por voltar do trabalho mais cedo para evitar o trânsito.

Os pratos que escolhemos foram o Filet au poivre (bastante carregado na poivre, por sinal) e um filet com trio de gnocchi (batata, mandioquinha e mandioca). Estava bem gostoso e bem servido. Tomamos um vinho tinto para acompanhar.

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Como não poderia deixar de ser, meu parabéns foi com um brownie com sorvete de creme, que também estava muito bom.

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Meus 31 anos foram comemorados de formas bem bacanas. Várias mudanças estão ocorrendo em minha vida e elas estão me trazendo mais calma, acredito eu. O negócio é aproveitar todas essas coisas boas.

O bom é que não acaba por aqui. Nos dias seguintes continuei comemorando (estou vendo o resultado agora, na balança), mas esses são assuntos para outros posts.

É pique, é pique…!


O sonho da casa própria

Resolvi fazer um post para comemorar 1 ano da mudança para o nosso apartamento. Data que significou muito para nós.

Esse jantar, fizemos assim que nos mudamos. Queríamos comer um monte de coisa gostosa e fizemos algo ao estilo do que os italianos chamam de cena al sacco. Que é um jantar meio piquenique, quando eles colocam pães, salames, salsichas e, claro, vinho dentro de sacolas ou mochilas e se encontram pra comer em qualquer lugar ao ar livre. Esse costume é mais praticado no verão ou primavera, pois o clima do outono ou inverno não permitiria essa diversão fora das casas com calefação.

Não existe um “cozinhar”. É petiscar a noite toda, tomando um bom vinho e batendo papo.

No nosso caso, como tratava-se da comemoração de uma super conquista, tomamos um champagne que estava guardado há tempos, exatamente para uma data tão especial quanto esta.

Para comer, tivemos pão italiano, pesto de azeitonas pretas, caponata de berinjela e queijo grana padano. Estava tudo muito bom, com gostinho de saudade da Itália.

Acho que essa é uma ótima dica para quem quer receber os amigos em casa, mas talvez não queira ter tanto trabalho ou não quer ficar cozinhando enquanto a galera bate papo na sala.

Nesse caso, com convidados, acredito que deva-se aumentar a variedade dos itens. Além do pão italiano, caponata, pesto e o queijo grana padano, pode-se incluir um tipo de salame e presunto parma. Uma pastinha de gorgonzola cai muito bem também. Para dar a opção de um pão mais fininho e leve, sugiro  o sueco ou sírio torrado. Para completar, tomates picados e temperados podem render deliciosas bruschettas montadas na hora.

Tudo isso + vinho + amigos, a noite está ganha!


Deu sopa

Já estamos no inverno e o friozinho inspira uma sopa. Mas não poderia ser uma “simplezinha”, mas uma sopa de capelletti bem caprichada!

A Cappelletti in Brodo “original” é praticamente uma água suja com o cappelletti. Já a receita de sopa de cappelletti da minha mãe, copiada por mim, leva frango desfiado, batatinha, cenoura e bastante cheiro verde. O resultado é lindo e delicioso.

Convidamos um amigo, que queria algumas revistas de decoração emprestadas e aproveitamos para beliscar um queijinho com vinho.

Já estava ótimo, mas era a noite da sopa. Modéstia a parte, ficou muito boa!

Super inspiração para os próximos dias que, espero, sejam bem frios!


Dia dos Namorados

Post super atual, do nosso jantarzinho do Dia dos Namorados.

Realmente não estávamos afim de enfrentar trânsito e restaurantes lotados (e talvez até arrastões) para comemorar esta noite. Então, ficamos no melhor lugar do mundo, nossa casa. E o jantar estava bem bacana, inclusive porque aproveitei várias coisas que já estavam prontas na geladeira. Com um toque a mais, tudo parece novidade!

Noite especial merece bebida especial. Bebemos um champagne que estava na adega há algum tempo (acervo pessoal).

O champagne dos namorados

Para ir dando uma tapeada na fome, fiz um pratinho com grana padano e presunto cru, que foram comprados para a salada. Tão bom que eu passaria a noite inteira comendo só isso, acompanhado de um pãozinho francês.

Belisquinho de grana padano e presunto cru

Nossa salada foi de rúcula baby, que já estava na geladeira, com grana padano, presunto cru e figos grelhadinhos. Depois de arrumar os figos sobre a salada, coloquei uma colher de mel.

Além disso, como tinha arroz integral pronto na geladeira, resolvi fazer um bolinho de arroz diferente. Inspiração do Ritz, mas sem fritura! Apenas untei uma frigideira anti aderente com um fio de azeite e “chapeei” os bolinhos. Eles ficaram prontos antes do jantar, então, na hora de servir, coloquei alguns minutos no forninho elétrico e ficaram ótimos!

O molho da salada foi feito bem rapidinho na hora, mas sua base era limão siciliano, o que deu um toque todo especial.

A salada ficou ótima

Achei a salada tão bonita, que merece duas fotos!

Como prato principal a pedida mais certeira é massa, claro. O molho vermelho foi feito com frango dessa vez. Também tinha um refogado de frango desfiado já pronto na geladeira. Virou um ótimo molho para o penne integral. Para companhar bebemos um Malbec que também já estava aberto (porém, bem conservado) na geladeira. Uma tacinha pra cada um, só para acompanhar a massa mesmo.

Massa simples e muito gostosa

A sobremesa foi um caso a parte! Meio invenção minha, com inspiração no sagu do Coffe Lab, fiz uma taça de morango. Uma fatia bem fininha de bolo de chocolate comprado (desses de café da manhã), coberto com morangos cortados em cubos. O morango solta seu próprio liquidozinho, então nem umidifiquei o bolo. Sobre os morangos, coloquei um creme de baunilha que inventei na hora e confesso que não achei bom. Não ficou com a textura que eu esperava (mas acho que sei onde errei e volto para contar quando fizer de novo e certo). Fechando tudo isso, cobri com Nutella. Sim, Nutella! É sucesso na certa. O único toque pessoal na Nutella foi misturá-la com um pouco de creme de leite, pois suaviza o sabor e dá uma textura melhor para ser trabalhada.

Minha doce criação

Detalhe para a tão amada nutella

 

Acho que não é sempre necessário ter ingredientes super diferenciados em casa para fazermos algo gostoso. Sempre dá para aproveitarmos alguma coisa, dando apenas um toque especial. Não precisamos de ingredientes especiais, precisamos de boas ideias. Deus me ilumine sempre com elas!

Feliz Dia dos Namorados.

 


Coffee Lab

Novamente estou de volta, após um longo e tenebroso inverno sem posts. Espero que a frequência seja maior agora!

Hoje o papo será sobre café. Algumas semana atrás, fomos conhecer o Coffee Lab, de Isabela Raposeiras, uma das baristas mais premiadas da atualidade. Gostamos tanto que no final de semana seguinte, fomos de novo!

O local é um antigo sobrado na Fradique Coutinho, Vila Madalena. Logo na entrada já somos surpreendidos com uma imagem de São Benedito, o padroeiro dos cozinheiros, com sua dose de café que está sempre lá. Além disso, no Coffee Lab a água é grátis e você pode servir-se à vontade.

São Benedito e seu café

Água à vontade

Lá dentro, você se sente como na casa de sua avó. O pequeno salão é continuação da cozinha, onde você faz seus pedidos diretamente aos baristas, e eles trabalham sob a admiração de todos.

A cozinha da casa da vó

A cozinha da casa da vó

Começando com o rei da casa. O Coffee Lab entitula-se “um laboratório de sensações, uma cafeteria especial”. “Um laboratório de torra, degustação e preparo de cafés de qualidade, focado em micro lotes com características singulares”. Por isso, tem uma maneira toda especial de servir o café. Quando você pede o espresso do dia, é perguntado se é sua primeira vez no Coffee Lab. Em caso afirmativo, o barista prepara dois cafés iguais pra vocês, mas um é servido em uma xícara grande e o outro, em uma xícara pequena. Segundo eles, é para que você experimente e descubra onde prefere beber seu café.

Cafés tirados da mesma forma, mas servidos em xícaras diferentes

O cappuccino italianíssimo segue à risca o padrão italiano, sem chocolate, canela ou qualquer outra coisa que nós, brasileiros, colocamos para mudar a receita. Saboroso e cremoso de uma forma espetacular.

Cappuccino de verdade

Os salgados que escolhemos estavam muito bons. Tostex de brioche com queijo minas e brioche com quarteto de acompanhamentos. A fatia de brioche, depois de prensada, vem quentinha acompanhada de pequeninos copos americanos com requeijão, geléia do dia, manteiga e mel.

O tostex aparece inteiro aqui, mas o brioche com quarteto não deu tempo de fotografar!

Tostex de brioche com queijo minas

O que restou do brioche com quarteto

Os doces não ficam atrás. Primeiro, um brioche que também vem quentinho, acompanhado por uma generosa porção de nutella, que também quase não deu tempo de fotografar. Depois, algo quase indefinível de tão gostoso. O sagú de café. Composto por uma finíssima base de bolinho de limão, uma boa camada do sagú em si, coberta por um delicioso creme de baunilha. O sagú não carrega o amargor do café e o creme de baunilha é doce na medida certa. Nada enjoativo e realmente viciante.

Brioche com nutella

O surpreendente sagú de café

Depois disso tudo, só ficou pendente para uma próxima visita, uma fatia do bolo do dia, que também tem uma cara de bolo da vó… Deu uma vontade… Fica pra próxima mesmo!


Nem sempre dá certo

Dezembro (passado), aniversário de namoro, segunda-feira! Desistimos de sair, pois o dia seguinte seria de trabalho, como todos os outros. Ficar em casa? Sim. Beber alguma coisa? Sim. Cozinhar? Então… segunda-feira é bem o dia que nossa faxineira vem, deixa tudo limpinho, cheirosinho… Não. Definitivamente cozinhar não era uma opção.

Coloquei a cabeça para funcionar, tentando encontrar alguma coisa gostosa, fácil, rápida e sem fogo. Pensei em uma salada Caprese, igual a que comemos no Térèze, Rio de Janeiro. Bacana para a entrada. Faltava o “prato principal”.

No mesmo dia, almocei no Rascal e comi um peixe muito gostoso. Um ceviche diferentão. Pronto, era isso que eu faria. Peixinho cru, molho com bastante limão para cozinhá-lo, maionese (light) pra dar um gostinho, cebolinha… Delícia.

Compras feitas, cheguei em casa e, depois das atividades diárias relacionadas à gata, já fui para a cozinha. E como cozinhar sem bebericar algo não tem graça, surge Ele com um vinho rosè, só pra começar os trabalhos. Serviu como nos verões da Europa (as revistas nos informam bastante!), com pedras de gelo no copo.

Rosé pra começar

A salada Caprese é muito fácil: tomates maduros, mussarela de búfala, pesto de azeitonas pretas e manjericão. Azeite, sal e está pronto. Arrumei bonitinho em um prato e ficou uma linda apresentação. Às vezes até parece que levo jeito pra coisa!

Minha salada Caprese
Arrumação na mesa de centro

Depois de terminarmos a salada, fomos fazer o peixe. Cortamos como se fosse sashimi, preparei um molho com limão, maionese e temperos. Juntei o molho ao peixe e dispus em taças de martini, como vimos no Spot.

Meu “ceviche”

A apresentação ficou muito bonita, mas o sabor, horroroso. Deus do céu! Quando colocávamos um pedaço na boca, parecia que o peixe ia crescendo, crescendo, crescendo… e não queria ir embora nunca! Não sabemos se estava cortado grosso demais, se havia algum segredinho no molho que eu deveria ter colocado e não coloquei, ou se o peixe estava ruim mesmo. O fato é que não conseguimos comer o peixe. E eu acho que, infelizmente, nunca descobrirei o que houve de errado. Pois quando tento uma coisa e ela não dá certo, traumatizo e não tento nunca mais. Se eu quiser comer o peixe novamente, vou ao Rascal que é certeza de sucesso.

Agora, a bebida. Que, claro, precisaria ser muito especial. Um ano antes, ganhei um champagne de um fornecedor. Rótulo bonito, todo diferente, merecia ser tomado em uma super comemoração. Decidi que nosso aniversário seria essa comemoração. Veja que garrafa linda.

Champanhe que esperou bastante

Quando experimentamos, hummm. Diferentinho, né? Decepcionou. Nunca tínhamos tomado Perrier-Jouet e descobrimos que ele é extremamente diferente de todos os outros champagnes que provamos. Ele é menos cítrico, menos ácido e mais “fechado” do que os outros. Claro que não tenho ideia de como explicar a sensação tecnicamente, afinal sou leiga no assunto. Mas a palavra “fechado” traduz minha sensação. Ouso até dizer que tinha notas de cogumelo (?????). Deixa algum sommelier ler essas barbaridades!